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Menos social, mais real

Menos Social Mais Real

Menos social, mais real

Pode parecer repetição, e talvez seja isso mesmo, mas não é a primeira vez que menciono: Menos social, mais real! 2018 foi um ano meio… não sei bem qualificar pois não foi o ano mais espectacular de sempre. Não gosto de dizer maravilhas de tudo, que o mundo é um espectáculo, que somos todos amigos, porque na verdade não é bem assim. Nem tudo são rosas, nem tudo é fácil, e é assim que se evoluímos. Talvez 2018 tenha sido o ano em que mais coices levei, pela primeira vez enganei-me em relação a pessoas para trabalhar, geri mais conflitos, mas também acertei, e bem noutras coisas.
Não enchi as minhas redes sociais com estrelas e corações, a dizer que esta vida de – empresária/ freelancer/ contabilista/ gestora/ account/ mãe/ pessoa que gosta de viajar/ de comer/ e mais umas coisas – é sempre maravilhosa. Não é! E talvez se fale pouco das dificuldades dos negócios, dos desafios, das conquistas, das lágrimas…
As redes sociais estão cheias de maravilhas, onde podemos dizer realmente o que nos apetece, ou melhor o que queremos. Mas será tudo verdade?

Menos Social Mais Real

O que vi acontecer durante 2018 e que merece ser partilhado 

1. Enganem-se! Não é tudo fácil.

 Fala-se muito de novos projectos, lançar negócios, fazer acontecer com uma facilidade muito grande. Demasiada até. Lançar um negócio requer muita dedicação, muito estudo e pés assentes na terra. Não basta ter um logo e uma página de Facebook, ou até mesmo um site, já passámos esse tempo. É preciso ter objectivos, sermos honestos com o que realmente queremos. Traçar um plano de ação a longo prazo para conquistar o nosso próprio espaço, e nunca perder a nossa identidade. Por isso, acho que o discurso que é fácil, ou a leveza com que se fala, e em 3 dias (ironia, aqui!) se lança um negócio… não é bem assim.

Durante os últimos anos, em várias sessões de brainstorming, sei que talvez as pessoas não tenham saído com a mesma leveza com que chegaram. Sei que para muitos fui mais dura, mas que expus tópicos muito importantes que ainda nem tinham pensado, sei que dei ainda mais trabalho de casa para fazerem, que dei muito mais coisas em que pensar, que talvez eu tenha adiado ainda mais os lançamentos e projetos… mas também sei que fiz o meu melhor para que aquela ideia de que me vieram falar seja uma ideia vencedora! E que façam sempre as escolhas conscientes dos riscos, investimentos e esforço.

2. Perder a identidade própria do que nos faz ser tão especiais.

É a selvageria das redes sociais e networks! Queremos estar em todo o lado, com toda a gente. Parcerias aqui, cruzamentos ali, passatempos, giveaways ao molho com demasiadas marcas, grupos de networking… vamos a todos que não perdemos nada. Pois bem, tenho uma opinião muito séptica aqui e não me interpretem mal, pois trabalhar com outras marcas e pessoas é muito importante, mas com conta, peso e medida. É preciso perceber se não estamos a entrar numa bolha de contactos onde se fala sempre com os mesmos, que depois vai ser difícil chegar a mais pessoas, e por consequência, fazer crescer a marca.  Quando entramos no turbilhão de querer estar em todo o lado, com tantas marcas parceiras, o foco na nossa própria marca perde-se, e acabamos por estar a “roubar” o tempo que precisamos para trabalhar a nossa própria identidade e construir a nossa marca. Podemos até passar a imagem de “Maria vai com as outras!” Convém ver o quão saudável é estar associado a tanta coisa. Não queremos ter todos, uma marca única reconhecida pelo seu próprio valor? Então esta é a prioridade, e estar em todo o lado pode estar a prejudicar a nossa marca.

3. Houston we have a problem!

O mal geral de quando queremos fazer e não somos bem guiados. 2018 foi o ano em que talvez tenha tido mais emails com pedidos de ajuda para resolver problemas. Não para construir algo, mas sim quando já alguma coisa deu para o torto. Sites que demoraram muito tempo, clientes descontentes, designers que desapareceram, projectos que não foram lançados por incumprimento de timings, maus apoios estratégicos e pouco conscientes de todas as possibilidades… e por aí fora. Uma das coisas que acredito que se esteja a falhar é quando se decide pelo cliente. O meu objetivo é sempre explicar todas as opções e possibilidades para que o cliente tenha a consciência do que está a fazer, e escolha a opção que mais se adeque ao seu projeto.

Lamento que estas coisas aconteçam, e fico mesmo triste quando recebo este tipo de emails. A minha vontade não é ajudar os clientes, é mesmo ajudar quem falhou.

O que quero fazer mais este ano?
Exactamente isto: fazer o que realmente quero.

Focar-me nos trabalhos, mais na minha marca para a fazer crescer, passar a um novo nível. Desafiar-me a ser ainda mais organizada, eu sei que é possível! Continuar a dar apoio aos meus clientes, a ser fiel aos meus valores.

#menossocialmaisreal

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